A Opacidade da Make Up For Ever: O que o Skinimalism ensina sobre a saúde das marcas
Descrição do post.O fim do "rebocão" e o custo de ignorar a comunidade: o diagnóstico completo sobre a opacidade da Make Up For Ever no mercado de beleza.
Laísa Sandin
3/8/20262 min read
Com a ascensão do skinimalism, muitas marcas de beleza precisaram alterar seus portfólios. As que não acompanharam esse ritual sofreram com severos ruídos na comunicação e viram suas vendas entrarem em um platô de opacidade.
Um exemplo clássico dessa inflamação é a MUFE (Make Up For Ever). Quem é Millennial lembra que, por muito tempo, ter um produto da marca era o suprassumo da maquiagem. A MUFE viveu seu auge entre 2014 e 2017, ancorada na alta cobertura e pigmentação extrema.
No entanto, a textura visual do mercado mudou. As consumidoras das gerações Z e Millennial deixaram o "rebocão" no passado e passaram a exigir o glow natural, texturas fluidas e ativos de tratamento nas fórmulas. A MUFE não atualizou seu tratamento de marca e acabou retendo uma estética pesada e antiquada para o momento atual.
Enquanto marcas tradicionais como a MUFE confiaram cegamente no seu prestígio histórico e nas prateleiras físicas, as marcas nativas digitais (DNVBs) focaram na conexão, a verdadeira alma do negócio. A Rare Beauty é o exemplo perfeito de uma marca que soube construir o seu Inner Beauty. Eles não vendem apenas produtos; eles humanizam a marca através da história da founder, criando uma comunidade apaixonada. Essa estratégia reduz o custo de aquisição, enquanto marcas opacas precisam gastar fortunas com publicidade tradicional para tentar curar a falta de conexão emocional.
No Brasil, o 4º maior mercado mundial de beleza, essa inflamação é ainda mais visível. Nossa cascata de impostos e custos logísticos faz com que os produtos da MUFE cheguem aqui custando mais de R$ 300. Há alguns anos, a paciente brasileira pagava o preço pela falta de opções. Mas o mercado amadureceu. Marcas nacionais lideradas por influenciadoras elevaram absurdamente a barra da qualidade, entregando fórmulas de alta performance adaptadas ao clima tropical e, principalmente, com cartelas de cores que abraçam a nossa miscigenação. Por que a consumidora continuaria fiel a uma marca importada e distante, se pode ter um produto nacional que devolve o brilho com excelência e inclusão?
O Diagnóstico
A Make Up For Ever deixou de inovar e perdeu a conexão com o ritmo ágil do consumidor atual. Herança e fórmulas consagradas não sustentam uma marca para sempre se ela parar de ouvir sua comunidade.
